Esta tarde resolvi fazer um pequeno upgrade no meu MacBook White, inspirado nesse excelente review do MacMagazine sobre o desempenho do MacBook Pro unibody, descrevendo o pífio ganho de performance em relação ao branquinho, quando este está turbinado. Resolvi descrever o processo aqui, caso alguém queira se aventurar a fazer isso por si mesmo, sem pagar os tubos para algum técnico de plantão.
O vendedor da loja mesmo tentou me empurrar uma conta de R$ 80,00 para eles fazerem por lá, e como estava com um certo tempo, resolvi esnobar e disse: “Pode me emprestar sua chave estrela?” e instalei a memória lá mesmo, na frente dele, usando os conhecimentos esotéricos contidos no… manual de instruções do MacBook.
Para a memória, isso basta. Mas para a troca do HD, tome nota. Você vai precisar de:
- Uma moeda (qualquer uma serve).
- Uma chave estrela – para a retirada da proteção da memória.
- Uma Chave de torque (Torx® T8) – para a retirada do HD.
- Paciência. A clonagem de um HD de 160 GB quase cheio levou mais de 4 horas, a uma taxa de transferência de 11 Mbps (em média), via USB 2.0 (não tenho nenhum dispositivo firewire).
Para você não interromper a leitura para ir buscar o seu manual, no armário ou na internet, posto aqui só as figurinhas selecionadas:
Funcionou tal como no roteiro, sem surpresas, reconhecendo os 4GB sem problemas. 80 reais a menos de despesa. Como tinha acabado de receber dinheiro, atolei o pé na jaca: resolvi comprar um HD maior. O original, que vem com meu macbook, é de 160 gb, e vai ficar como estepe de emergência, caso um dia o novo venha a me faltar.
A operação, como eu costumava fazer no windows, é um pé no saco: requeria a instalação do Sistema Operacional (nome pomposo para um sistema da MicroCrap) e de todos os meus softwares. Coisa para horas, e o que é pior: horas sem computador. Intolerável. Não sei se tem solução para esse problema no mundo windows, mas no mac, tem, e é um docinho: chama-se SuperDuper!. Não foi erro de digitação, não, o ponto de exclamação é parte do nome do programa. Se você clicar no link, vai ver que vale a pena usá-lo, ainda que não queira comprá-lo: para esse propósito específico, há uma versão gratuita que é simplesmente perfeita.
Aqui ele está copiando todos os arquivos do Macintosh HD para o disco de 250GB que comprei, e ainda por cima, quando acabar, vai gerar uma trilha de boot, permitindo que você use o computador durante todo o processo, e — ao terminar, dê uma pausinha de uns 10 minutinhos no seu trabalho (ou na sua diversão, he he he) para substituir o HD antigo pelo novo, religar o seu macbook e — voilà! lá estarão todos os seus arquivos, personalizações, e, o mais importante: Espaço extra. O vídeo que posto aqui foi de onde tirei a dica, e mesmo que você não saiba patavina de inglês, caso que, afortunadamente, não é o meu, com essas instruções e um pouco de boa vontade, poderá salvar tempo e dinheiro atualizando você mesmo as configurações do seu MacBook. Se for pelo post do MacMagazine, uma economia e tanto, já que o MacBook pro de 15 polegadas é beeem mais caro que o branquinho, tem menos conexões laterais e o ganho de performance será mínimo, se o branquinho estiver turbinado conforme as informações postadas aqui. Fiquem agora com Rick Dillon e sua dica matadora:




















Questões menores de pós-instalação do HD clonado:
1) O Little Snitch (firewall) parece ter tido suas configurações resetadas.
2) O Spotlight precisou reindexar tudo.